segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Latimpoli dos Santos

IX

Na aspiração do entendimento
Circundam as chagas
Do chamamento da ante
Visão das almas e das tramas.
Do embalo da vida
Prometida da ocultada
Dor trazida no seio
Da alma embalada.

Intensa, a luz que brilha,
Na opaca e cinzenta melodia;
Os olhos nela se reflecte
Da emoção que vai na alma inerte.
Ternura de caricias leves,
Num sentimento profundo,
Onde habitas tu e descreves
A mágoa fingida do mundo.


Poesias Inéditas


Imersa, pálida e funesca aurora,
De cantos ingremes afamada,
Que trás na hora calada,
A noite submersa de outrora.
A rosa que aflorou descarada,
Cheia de brilho namora
As mãos que agarraram corada,
Choraram a pétala desabrochada.

Fiz dos sonhos as preces dos meus ouvidos,
Carregado de mundos fecundos
Feito de caminhos divididos
Nas entraves do ser profundo.
Vivi na ansiedade da alma,
Feita de sorrisos abertos
Da chama que induzia a calma
No estado sentido de palma.

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